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Domingo, 07 Outubro 2012 19:45

A primeira viagem

Este é o FUV nome dado pelo meu neto ao nosso caminhão quando ele tinha 3 anos (detalhes na minha historia parte ll) Este é o FUV nome dado pelo meu neto ao nosso caminhão quando ele tinha 3 anos (detalhes na minha historia parte ll)

Pretendia escrever contando as historias das viagens em forma de diário contando as experiencias vividas em cada viagem por isso dei o nome de "Diário de bordo"

Mas quanto tempo já se passou desde a primeira viagem...Assim é nossa vida entre uma decisão e uma atitude pode passar muito tempo, talvez a nossa própria vida possa ter passado sem que coloquemos a decisão em pratica, então vamos lá...
Iniciar uma atividade é sempre um desafio, estava eu agora diante do desafio da primeira viagem com o "FUV" este foi o apelido que nosso caminhão recebeu de meu netinho quando ele tinha 3 anos, fuv éra para ele uma forma de abreviar o nome da marca do caminhão marca " Fuvsvaguem".

Escolhi a primeira carga levando em conta que precisava ganhar dinheiro para suprir as necessidades da família, estava unindo o útil ao agradável, pois gosto de viajar e conhecer novos lugares, escolhi carregar de Cuiabá - MT para Salvador na Bahia. Com um GPS e um mapa rodoviário nas mãos, lá vou eu. O FUV havia passado por reparos de motor e uma checagem quase que geral em toda sua mecânica. Mas no caminho alguns sinais surgiram de coisas a consertar. O mais preocupante era um vazamento de óleo por falha de vedação, isso poderia ser controlado mantendo sempre o nível, repondo o óleo perdido.
Estava na estrada como havia desejado, com o Fuv e 300 sacos de arroz de 50 quilos cada na carroceria a caminho de uma terra desconhecida.

Até Goiânia eu já conhecia, este trecho eu já havia percorrido, daí em diante era tudo novo pra mim.
Passei então por Brasilia, confesso que ao estar andando pelas ruas de Brasilia senti uma emoção diferente, não se pode evitar um sentimento de patriotismo quando se passa pela capital de nosso Pais, contemplar o Dom que Deus da a nós seres humanos nos capacitando para realizarmos obras como esta cidade. Passando adiante já na cidade de Barreiras na Bahia, veio o primeiro friozinho no estomago.
Estava dirigindo normalmente cuidando de todos os sistemas do veiculo, se estava tudo ok na pressão de óleo, pressão de pneus todos os relógios marcadores de funções sendo checados constantemente. Estava sempre olhando nos espelhos para observar as laterais do caminhão percebi então que saia fumaça das rodas traseiras. Eu estava andando em um trecho com muitas subidas e descidas, num caminhão ao contrario do que pensam a maioria dos motoristas dos carros pequenos a resposta do acionamento do freio pode se alterar de um instante para o outro.
Ao perceber a fumaça procurei imediatamente um local para poder estacionar o caminhão e poder verificar se algo estava errado, ou era devido ao uso demasiado dos freios por força da estrada ingrime. Realmente ... este era o motivo, acionando com muita frequência os freios eu havia descoberto o limite para utilização, este era o limite.
Esperei esfriarem as lonas de freio e confesso que dai em diante redobrei o cuidado com a utilização dos freios, mas como eu nunca havia passado por esta estrada devido ao susto fiquei com a impressão que aquela foi a mais comprida serra por onde já havia passado até aquela data, aproximadamente 70 km.

Correção recentemente indo para o Espirito Santo pela BR 162 com certeza esta é a mais comprida das serras por onde passei até esta data, mas nesta ocasião já com mais experiência a viagem  transcorreu normalmente.
Então após alguns dias de estrada e vendo as mais diferentes paisagens, cheguei a Salvador.
Ao longo do trajeto percebi que utilizar o GPS não inspira muita segurança, existem varias opções de estradas e ruas sugeridas pelo GPS que nem sequer existem, fiquei então com uma pergunta, porque existem no Gps mas não existem na realidade? O que poderia explicar ou responder esta pergunta? Até hoje ainda não obtive a resposta.  Então decidi não arriscar e ao entrar na cidade recorri a um Chapa ??chapas? como são chamados são pessoas que ficam na beira da estrada oferecendo seus serviços. Os serviços oferecidos pelos chapas são o de descarregar as mercadorias transportadas ou servirem como guias levando o condutor do veiculo ao endereço que ele procura.

Percebi que tomei uma decisão acertada porque o GPS não teria me levado ao meu destino. Chegando ao destino pensei, como seria se eu estivesse com um caminhão de maior porte, carreta ou bitrem , até mesmo rodo-trem que é o mais longo existente hoje e chega a transportar até 50 toneladas equivalente a  três vezes a carga do fuv que é de quinze toneladas isso já em seu limite máximo.

Faço este comentário para registrar um fato que acontece com frequência na área do transporte de cargas, as pessoas não sei por qual motivo não procuram saber , se o veiculo escolhido tem suas características dentro da realidade das estradas por onde vai ter que trafegar ou se esta adequado as condições de acesso e descarga do local de destino da mercadoria. Para mim serviu como um alerta para este tipo de situação.

A carga que eu estava levando deveria ser transportada por um "bitrem" segundo o desejo de quem estava contratando meu caminhão, para quem não conhece ?? bi-trem? é um caminhão articulado composto de cavalo trator + duas carrocerias chegando a até dezenove metros de comprimento com capacidade para carregar o dobro da carga do meu caminhão que é chamado de ??truck?, não tendo conseguido um bitrem disponível decidiram dividir em duas cargas de truck, uma das quais eu levei.

No local de descarga não existia pátio de descarga nem sequer um acostamento de rua compatível, nem mesmo para um truck quanto mais para uma carreta ou caminhão maior como estava destinada a carga inicialmente. Mas vencida as dificuldades estava cumprido o compromisso, e entreguei minha primeira carga com o fuv.

Oque fazer agora ? buscar outra carga para voltar para casa, este é o primeiro pensamento que passa pela cabeça do caminhoneiro.
Existe uma piada que define esta maneira de pensar do caminhoneiro.

Conta-se que um caminhoneiro encontrou uma lâmpada mágica, saiu dela um gênio da lâmpada e este ofereceu ao caminhoneiro tres pedidos, então este pensou , pensou e como estava com seu caminhão carregado, disse ao gênio que seu primeiro desejo a ser realizado pelo gênio seria que ele descarregasse seu caminhão. Tendo seu primeiro pedido atendido o gênio perguntou qual seria o segundo pedido.

Pensou, pensou novamente e pediu que ele arranjasse outra carga para seu caminhão, logo foi atendido novamente pelo gênio que perguntou novamente qual seria o terceiro pedido.

Respondeu então o caminhoneiro que desejava descarregar novamente seu caminhão.

Claro que isso é uma piada, mas talvez não para quem esta vivendo a situação que um caminhoneiro vive com frequência. Arranjar uma carga que leve de volta para casa, primeiro grande problema, segundo grande problema arranjar uma carga que pague um preço justo.

Terceiro problema alem de tudo que é normal e cabe ser feito até que se chegue ao destino da carga, surge por vezes  a dificuldade em descarregar a mercadoria. Quem tem parentes que atuam nesta área sabe a este respeito. E comum ter que esperar em filas para descarregar a mercadoria transportada.

Penso eu que bom seria se houvesse maior consideração pelo ser humano chamado ??caminhoneiro?.
Alguns lugares tem este respeito ao trabalhador criando instalações adequadas de espera com banheiros e local decente para estacionar, mas alguns que tive a oportunidade de conhecer não oferecem as mínimas condições.

Então continuando a viagem... como diz a piada meu desejo era carregar o caminhão novamente. Parece mesmo que este pensamento responde a mais urgente necessidade, pois representa voltar para casa ou não sendo possível  voltar para casa o segundo desejo que é ganhar a sobrevivência para nossas famílias ou pessoas que dependem do nosso trabalho.

Agora  conto uma experiência da presença de Deus, sua presença foi percebida durante toda a jornada, pois estar com saúde realizando um trabalho digno e podendo contemplar as paisagens no caminho já permitiam através disso sentir sua presença.

Conto agora uma situação onde somente pela ação imediata da providencia Divina eu poderia ter superado a situação.
Ao sair com o caminhão do lugar da entrega, entrei numa via de cinco pistas com um movimento intenso.
Havia percorrido poucos kilometros e o fuv apresentou um problema mecânico.
Estava sem resposta no pedal de embreagem e o caminhão não tinha força para andar.
Com cuidado e bastante dificuldade consegui estacionar o caminhão no acostamento.
E agora? O que fazer ? tentei verificar a causa do problema mas estava fora de meu alcance a solução.

Como tudo foi resolvido é que eu chamo de providencia Divina.

Fiz sinal a um ônibus que vinha em minha direção e mesmo estando fora de seu local de parada o motorista abriu sua porta quase que em movimento pois ali não era permitido parar mas possibilitou que eu pudesse entrar no veiculo.

Expliquei meu problema ao condutor do ônibus que me ajudou respondendo minhas perguntas. Onde eu poderia encontrar uma oficina e como chegar até ela.

Providencia divina ou não como você chamaria, a pane aconteceu por volta das 16:00 hs. num horário de pico do transito, num local super inadequado para estacionar.

Mas antes mesmo de começar escurecer eu estava com o fuv na estrada novamente, em tao curto espaço de tempo eu já havia conseguido dois mecânicos com um veiculo de socorro que me conduziram até o Fuv identificaram o problema e me conduziram ao pátio da concessionaria, onde terminou o conserto e tudo isso em poucas horas numa cidade onde eu não conhecia nada e ninguém, considero que somente por Deus tudo aconteceu desta forma.

Um Problema mecânico como este poderia demorar pelo menos um dia ou até dois dias para eu retornar a estrada.

Novamente muita sorte?

Acredito que foi amparo Divino!

 

 

 


   



 

Última modificação em Sábado, 26 Abril 2014 22:05