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Domingo, 02 Março 2014 22:20

Viagem a Vila dos Baianos! Uma das maiores provas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Vou contar como se estivesse naquele dia...

Hoje e' dia 17 /03/2012.

Estou a 10 km. Da cidade de Nova Olinda no Tocantins, sendo Sábado estou parado no pátio de um posto e irei aguardar o por do sol para continuar a viagem rumo a Belém do Para.

Esta viagem foi uma verdadeira prova.

Nestes dois anos viajando com o Fuv eu não havia passado em estradas tão ruins.

Minha vinda por este caminho foi devido a oportunidade que surgiu de carregar um complemento que traria um resultado melhor para o frete.

Pensei que tudo correria bem, eu sabia que a estrada seria pior que as percorridas nas viagens anteriores que havia feito para Belém, mas o valor adicional que o complemento traria viria em boa hora.

Não poderia imaginar que aconteceriam tantos problemas.

Acreditei que poderia confiar na pessoa que me contratou.

Penso sempre que viajo que sou levado por Deus para onde surge o frete para que eu possa levar as pessoas o testemunho que levo comigo do Poder de nosso Senhor.

Porem nesta viajem as provações foram grandes.

Minha esposa chegou a comentar que desta vez o inimigo havia me enganado com este complemento de carga.

Pensei que este complemento seria uma benção, pois conseguiria um valor maior pela viajem.

Mas acabou se tornando somente sacrifício.

Não bastasse que a media percorrida por hora fosse tão pequena devido aos inúmeros e enormes buracos existentes.

Estava em um dos piores e mais isolados trechos da estrada quando o Fuv apelido do nosso caminhão VW 23 220 foi perdendo a aceleração e parou.

Eu sabia que boa parte da viagem seria em estradas não pavimentadas.

Não imaginei que dos 2.597 km que seria a distancia a percorrer de Cuiabá a Belém haveria um percurso de 93 km tão ruim.

O sair da estrada principal em direção a Vila do Baianos eu havia andado por umas três horas, estava distante do posto mais próximo, mas havia percorrido somente uns 40 km.

Este vilarejo para onde estava indo fica no sertão do Mato Grosso.

Bem La estava eu no “meio do nada”, como dizem.

Mas na verdade existiam ali muitas coisas como em todos os lugares, neste em particular adequado para a vida selvagem, com muito mato, muitos insetos, e outros bichos que são comuns em lugares como este que foram criados por Deus.

Pensei então, o que fazer. Restava somente tentar descobrir o motivo que fez parar motor e resolver o problema.

Era por volta de três horas da tarde, e eu havia comido somente um salgado na hora do almoço.

 

 

 

Mas mãos a obra, para tornar mais difícil um pouco... O Fuv estava parado dentro de uma das enormes possas de água suja de barro, uma entre tantas que eu já havia passado no percurso e que eram muitas.

Agora eu teria que andar dentro da possa para pegar as ferramentas.

Felizmente a cabine do caminhão que era aonde eu teria que tentar resolver o problema que pensava ser no motor estava fora da água suja.

Começa o primeiro desafio bascular a cabine para ter acesso ao motor, com certo esforço e algumas tentativas estava levantada a cabine.

Comecei buscar a causa da pane. Desmonta aqui e ali e nada, parecia estar tudo em ordem. Mas então? Porque não funcionava? 

Procurei analisar qual peça poderia ser responsável por aquele defeito. Conclui que poderia ser a bomba injetora de combustível que poderia estar com problema e não conseguia levar o óleo diesel ate o motor.

Estava entardecendo e dentro em pouco a escuridão da noite não permitiria encontrar o defeito.

Percebi o ruído de um veiculo vindo em minha direção. Era uma caminhonete que seguia na direção da Vila dos Baianos, para onde eu estava a caminho.

Fiz sinal e o veiculo parou, expliquei a situação e perguntei se conheciam a pessoa que havia me contratado, reponderam que conheciam e poderiam levar um recado.

Pensei comigo, agora será uma questão de tempo somente.

Ao chegarem e comunicarem que eu estava com problemas mecânicos a pessoa que  me contratou viria em meu socorro.

Menos mal então, mas estava começando a escurecer e pensei comigo... Devido as condições da estrada e sendo noite, provavelmente deixariam para vir me socorrer no dia seguinte logo ao amanhecer.

Fazer o que, teria que ter paciência e esperar. Deram-me um pouco de água, pois a minha havia acabado eu já estava tomando da água do corote de lavar as mãos.

Para comer, eu tinha uma ou duas frutas não era muito mais pelo menos tinha alguma coisa.

Eu costumava manter alguma bolacha ou algo no porta luvas para tapear a fome quando tinha que ficar parado esperando para carregar, carimbar notas ou descarregar.

Ficar sem comer ou comer fora do horário é normal nesta atividade.

Vamos então tratar de tomar um banho de gato também no corote “corote” como é chamado pelos caminhoneiros, é um tambor redondo de aproximadamente. 20 litros que a maioria dos caminhões carrega pendurado na carroceria do caminhão para lavar as mãos.

É comum se sujar, trabalhando com um caminhão mexer com a carga ou com o caminhão suja a mão com frequência.

No passado eu já havia sido contemplado com a necessidade de tomar um banho desta forma, então vamos lá, peguei o detergente de lavar louça para poder tirar a sujeira de graxa das mãos, mas a sujeira era tanta e estava em tantas partes do corpo que o detergente acabou tendo que substituir o sabonete mesmo.

Estava bastante cansado, porem menos preocupado devido a certeza que meu recado seria entregue e o socorro viria.

Olhei pelo vidro, evitando sair de dentro da cabine para ver o céu, não daria para ficar fora da cabine por causa da quantidade enorme de insetos que estavam disputando para picar qualquer coisa que tivesse sangue.

Quanto a isso eu estava prevenido, carregava na cabine um spray para matar insetos então achei que seria melhor ficar fechado dentro da cabine.

Apesar do cheiro forte de inseticida dentro da pequena cabine do caminhão eu tampava o rosto com uma toalha ou coberta e logo estava livre dos insetos.

Através do vidro empoeirado do Fuv eu podia ver a quantidade de estrelas que se pode contemplar quando se esta em local bastante afastado das cidades, era muito bonito o céu estrelado.

Então o cansaço venceu e dormi. Ao acordar ainda estava escuro como era de costume peguei minha Bíblia companheira de estrada e estava lendo e meditando sobre a leitura.

Passado algum tempo ficou dia e eu estava ansioso pela chegada do socorro para poder seguir adiante a minha jornada.

Mas passavam-se  as horas e nada ninguém aparecia.

Nestes momentos sempre me questiono do porque estas coisas acontecem, porque precisamos passar por momentos tão angustiantes.

Sempre fico me perguntando qual o termo seria mais adequado para qualificar certas situações.

Ajoelhei-me ao lado do Fuv e perguntando a Deus porque eu estava naquela situação tão difícil, e também pedindo que  Deus me capacita-se a superar, decidi continuar na tentativa de encontrar e resolver o problema mecânico.

Vamos por o Tico e o Teco pra pensar, raciocinando como era o funcionamento do sistema mecânico em todas as suas etapas.

Desmontava aqui e ali repetidas vezes montando novamente e nada.

Como o problema parecia ser o óleo diesel não estar chegando até a bomba injetora então decidi fazer uma experiência.

Criar um tanque elevado para que o combustível descesse por gravidade.

Peguei um balde de óleo de 20 litros vazio que costumava carregar para uma eventual falta de combustível.

Enchi com óleo diesel, coloquei no alto da carroceria amarrei com cordas e lá estava minha engenhoca. 

Desta forma estava criando um sistema onde eu contava com a gravidade devido a elevação do tanque para levar o diesel até a bomba injetora.

E não é que funcionou...

Bem em parte pelo menos funcionou.

O Motor mesmo que ainda falhando, funcionou e isso aumentaria a possibilidade de encontrar a onde estaria o problema.

Já fazia um bom tempo que eu estava empenhado em busca da solução, mas o motor ainda falhava.

Pelo menos durante aquele tempo eu não estava somente na agonia da espera da vinda do socorro.

De repente surgiu um caminhão que estava a caminho também da Vila dos Baianos.

Ao me encontrar ali com a cabine erguida pararam e vieram me ajudar.

Os caminhoneiros, os que estão nesta atividade já por algum tempo, em sua maioria já passou por situação semelhante e costumam ser solidários ajudando uns aos outros.

Expliquei tudo que estava acontecendo. Num gesto de boa vontade começaram a olhar aqui e ali tentando descobrir o porquê da falha do motor.

O problema já era  menor, mas ainda não seria possível seguir viagem com aquela falha, pois não tinha potencia necessária para movimentar normalmente o caminhão.

Já havia passado do meio dia era por volta de três horas da tarde eu estava sem o que comer desde o dia anterior e já sem água novamente.

E cadê o socorro que eu estava esperando?

Será que não haviam entregado o meu recado para o meu contratante?

Ainda bem que gora estávamos em três pessoas à procura da solução para a falha do motor, mas, nada ... nenhum de nós encontrava o problema.

De repente um dos companheiros me perguntou se eu havia percebido um vazamento de óleo quase em baixo da carroceria do caminhão.

Fui olhar e então percebi.

Eu não poderia encontrar sozinho, pois só vazava combustível quando eu acelerava o caminhão.

Graças a Deus que colocou aquelas duas pessoas pra me ajudar, do contrario teria ficado por ali ainda por mais tempo, sabe-se lá por quanto tempo, já estava entardecendo novamente e logo seria noite outra vez.

E nada do socorro esperado.

Mas corrigido o problema do cano trincado que causava a entrada de ar e que estava causando também o vazamento de diesel o motor funcionou normalmente.

Surgia agora uma nova situação.

Como eu havia reformulado todo o sistema de alimentação de combustível ao adaptar o tanque na parte superior da carroceria.

Agora a minha autonomia de rodagem se limitaria aos 20 litros de diesel do tanque feito com o tambor de óleo.

Isso representaria uma autonomia de 10 km mais ou menos e então eu teria que novamente retirar diesel do tanque e transferir para meu tanque elevado. Fazer o que não é mesmo, melhor que ter ficado ali abandonado na estrada.

Comentei então esta falha de projeto do meu revolucionário tanque de combustível modelo “gambiarra” com meus colaboradores e prontamente me disseram que eu não me preocupasse que eles iriam me acompanhando para me ajudar neste processo de reabastecimento.

Agradeci a eles e dei Graças a Deus novamente por mais esta ajuda.

Seguimos viagem.

Ao contrario da expectativa, não consegui percorrer os 10 km imaginados.

Outra falha no meu projeto gambiarra, o excedente de diesel que não era utilizado pela bomba, injetora retornava diretamente ao tanque original, este é um processo normal de retorno.

Mas meus conhecimentos de mecânica sobre este detalhe acabavam de ser obtidos através da faculdade de mecânica feita naquela hora.

Vamos lá então, procedimento de reabastecimento a cada 5 km agora e faltava ainda uma distancia considerável.

Procurei não dar importância ao fato de que teria que repetir o processo de reabastecimento por muitas vezes isso só me deixaria mais desanimado.

Ao reabastecer na primeira parada dos primeiros 5 km rodados um dos meus agora amigos e companheiros de jornada me perguntou, se eu havia visto a Negona que saiu do mato logo que eu movimentei o caminhão.

Eles me permitiram ir com meu caminhão na frente para caso algum problema surgisse eles estando atrás do mim poderiam parar e me ajudar novamente.

Não entendi muito bem a pergunta, minha cabeça era somente motor pecas e combustível naquele momento.

Perguntei ... Negona ? Do que eles estariam falando? Pois em todo o tempo que fiquei ali parado não havia visto ninguém andando por ali.

Então me responderam que se tratava de uma enorme onça negra que saiu do mato e entrou na pista atrás de mim tão logo eu comecei a movimentar o caminhão.

Respondi a eles que estavam brincando comigo e responderam que não, era brincadeira e pensavam que eu havia visto, tentaram chamar minha atenção buzinando.

Nem sequer eu ouvi a buzina, somente tinha em mente sair daquela situação e prosseguir a viagem.

Já estava atrasado com a mercadoria carregada em Cuiabá e que estavam esperando em Belém do Para.

Aquele complemento havia me desviado da rota, tinha aumentado a distancia a ser percorrida e como se não bastasse teria que percorrer muitos quilômetros de estradas ruins ainda por vir.

Fizemos novamente o procedimento de abastecimento da gambiarra e seguimos adiante.

Tentando assimilar a informação recém-recebida sobre a onça, Imaginei quem estava à espreita me fazendo companhia aguardando cair a noite.

Eu já havia encontrado anteriormente por duas vezes com onças na estrada.

Isso não é muito difícil de acontecer nas estradas nos sertões do Mato Grosso.

Mas nestes encontros que tive anteriores eu estava dentro do veiculo em movimento.

Ali eu havia estado na estrada sem a proteção da cabine do lado de fora tentando por horas consertar um caminhão quebrado no meio do mato.

Pensei então, da maneira que eu estava fixado totalmente no problema mecânico, eu teria sido presa fácil para aquela Onça.

Vale agradecer a Deus que me livrou de mais esta.

 Assim seguindo a viagem já estava anoitecendo quando chegamos a Vila dos Baianos.

 

 

 

Meus amigos me convidaram para jantar com eles, mas eu mesmo estando sem comer há bastante tempo pensava somente em tomar um banho, esta era minha prioridade zero naquele momento.

Parando no único posto do vilarejo. Como de costume perguntei sobre a existência de um chuveiro.

Felizmente havia um disponível, era precário, como de costume em lugares  pequenos como este e nestas condições de estrada.

Mas as pessoas não tem sequer noção das condições precárias que vive uma grande parte da população que mora nestas pequenas cidades.

Eu estava com dificuldade para saber o que me incomodava mais era eu estar todo sujo de diesel de graxa ou de barro.

Estava imaginando quanto tempo esfregando detergente de lavar louça eu iria demorar para remover toda aquela sujeira.

Ao olhar para as condições da minha roupa fiquei com dó da minha esposa lembrando que ela quem lavava as roupas quando eu retornava para casa.

Em situações como aquela por vezes achava melhor jogar a roupa fora, mas quando a roupa havia sido comprada a não muito tempo, jogar fora seria um desperdício ao qual eu não me dava ao luxo.

Agora ao escrever, não me recordo se desta vez eu joguei fora aquela roupa ou não.

Bem detergente de lavar louca acaba virando sabonete de caminhoneiro mesmo, ia me esquecendo, vira xampu também não tem como tirar graxa do cabelo de outra forma.

Depois de algum tempo, muito detergente e bastante água fria mesmo num dia de frio como é comum nos banhos de caminhoneiro por falta de opção, eu agora estava de roupa trocada.

Vamos então buscar o que comer.

Existia um pequeno restaurante onde ofereciam espetinhos.

Beleza então espetinho acompanhado do costumeiro vinagrete e mandioca com arroz.

Restava agora dar uma limpada na cabine antes de dormir para melhorar o astral conforme se diz.

Quase me arrependi de ter tomado banho antes, pois estava tendo que me esforçar para limpar aquela sujeira toda evitando me sujar inteiro novamente.

Outro banho parcial e posso dormir agora.

Fiz minha oração agradecendo a Deus por tudo e pelos livramentos.

Penso sempre que, não importa a circunstancia sempre precisamos enxergar o que podemos aprender com todas as situações que vivemos.

Deus com certeza estava aplicando mais uma aula, ou seja, me dando mais uma lição de vida.

Peco sempre que eu esteja sensível para aprender com as lições que recebo e desta forma me tornar melhor capacitado para as próximas lições.

Será que teria dificuldade para pegar no sono naquela noite?  Que piada não é mesmo estava com o corpo todo dolorido das acrobacias ao redor do motor do caminhão e sobe e desce aqui e ali.

Mas nem mesmo o corpo dolorido me impediu de praticamente desmaiar, como se costuma dizer ao se deitar e apagar.

Estava frio e chovendo quando chegamos ao vilarejo, mas graças a Deus eu estava limpo dentro do conforto da pequena cabine do caminhão e agasalhado.

Dormir aquela noite e no dia seguinte fui retomar minha jornada.

Bem águas passadas são águas que não movem moinho.

Ao lembrar que havia ficado abandonado pelo meu contratante, confesso que o sangue subiu, ferveu etc...

Pensei em encontrar o fulano e despejar toda aquela raiva que eu havia sentido naqueles momentos e começava a aflorar novamente.

Comecei a imaginar como seria meu encontro com ele.

Pedi a Deus que me ajudasse a me controlar para que eu não fizesse algo que viesse a me arrepender depois.

Então lembrando as orientações da bíblia para situações como a que eu me encontrava.

Lembrei-me da passagem que diz.

 “Se, te tirarem a capa de também a túnica” ou “Se, te obrigarem a andar uma légua vai com ele duas”.

Não sei se é exatamente assim que esta escrito, mas foi mais ou menos assim que me veio a lembrança.

Lembrando tudo que Jesus suportou por nós, tanto sofrimento sem merecer.

Fui me acalmando e preferi acreditar que o recado não havia sido entregue.

Seria esta a única explicação imaginei, não haviam entregado o meu recado por isso ele não foi a meu socorro.

Pensando desta forma considerei, se eu não tivesse pedido a Deus para me ajudar a me controlar e em seguida vindo a minha lembrança sobre aqueles ensinamentos Bíblicos era bem provável um confronto físico numa atitude de raiva devido a tudo que eu havia passado.

Informei-me do endereço e fui ao local combinado onde eu iria carregar o complemento da carga e poderia então apesar do atraso e do sofrimento seguir minha viajem.

Chegando ao endereço encontrei um Mercadinho onde estava uma senhora no caixa.

Expliquei o motivo de eu estar ali. Percebi certo nervosismo por parte da senhora.

Dizendo para chamarem seu marido e explicando que era seu filho que havia me contratado, mas que ele não estava.

Chegando seu marido também era visível seu desconforto, não sabia o que me dizer.

Felizmente eu já havia me acalmado.

Percebi então que meu recado havia sido entregue, pude perceber pela forma de agir agitada da parte deles e dos empregados demonstrando medo que eu tivesse uma atitude agressiva. 

Em todas as coisas que acontece em nossas vidas, muitas nos trazem crescimento, e outras por não sabermos lidar com a situação nos trazem arrependimento.

Graças a Deus nesta ocasião eu não agi conforme seria natural uma pessoa irada agir.

Preciso sempre me controlar em ocasiões como esta e confesso por varias vezes não ter conseguido e depois vem o arrependimento pelo descontrole e também as consequências.

Deus me capacitou neste momento e então lembrei que o motivo da minha ida até aquele lugar e meu contato com aquelas pessoas poderia não ser o frete e a  compensação financeira que isso me traria, mas sim levar para aquelas pessoas o Testemunho do que Deus havia feito em meu corpo e em minha vida.

Este testemunho que levo tem sido como uma semente, minha missão é levar a semente e Deus a faz germinar.  

Lembrei que, como de costume, eu havia contado este testemunho também a muitas outras pessoas que Deus havia colocado no caminho e caso não fosse por este motivo, a busca de carregar sua encomenda eu não teria jamais encontrado com aquelas pessoas.

Agora ao escrever me veio à mente que nossa sabedoria não alcança as razoes de Deus, mas sempre existe um propósito para tudo.

Mas felizmente com este entendimento mantive a serenidade e ao chegar o esposo daquela senhora eu o acompanhei até o local onde estava o equipamento que eu deveria carregar.

Percebi que ele me conduziu até aquele local para mostrar o equipamento com a preocupação de provar que existia o motivo da minha contratação, existia realmente o grupo gerador.

Então me explicou que seu filho havia vendido o gerador para um comprador em Belém no Para, mas que o comprador havia desistido da compra em cima da hora e que haviam tentado me avisar, mas não conseguiram, pois eu já estava a caminho e tratando-se da região afastada de sinal para celular não haviam conseguido me avisar.

Fiz o que teria que fazer, expliquei que minha ida até lá tinha me desviado do meu trajeto aumentando meu tempo de viajem e gerando custos adicionais, expliquei que infelizmente eu não era o culpado pela desistência do comprador e como ficaria então o pagamento pela minha ida até La.

Ele respondeu que este compromisso havia sido assumido por seu filho e que eu teria que resolver com seu filho esta questão.

Então nos dirigimos ao seu comercio de onde ele telefonou para seu filho e depois de conversarem passou o telefone pra mim.

Meu contratante então argumentou ter tentado me avisar mas que infelizmente não tendo conseguido não poderia pagar pelo frete uma vez que a venda havia sido cancelada e quem iria pagar o custo do frete seria o comprador.

Ele havia depositado inicialmente a meu pedido em torno de 20% do valor que havíamos combinado pelo serviço.

Como ele me contratou por telefone através de um anuncio que ele colocara procurando o transportador eu havia pedido a ele que fosse feito um deposito de parte do valor porque eu teria que de alguma forma ter uma garantia que não se tratava de um trote a contratação.

O deposito seria então de setecentos reais referente aos 20%, acreditei que ninguém jogaria fora este valor e confiei que tudo estaria dentro da normalidade.

Ele então me propôs que eu ficasse com o sinal depositado pelo trabalho de eu ter ido até lá.

Expliquei que não seria suficiente porque o valor era menor que o custo de combustível e considerando o tempo perdido eu teria que receber pelo menos 60% do valor combinado.

Muitas desculpas e com a promessa que ele tentaria cobrar do comprador que cancelou a compra a diferença , este valor seria somente uma parte e depois iria depositar mais, em minha conta, oque até esta data não aconteceu.

O que mais a fazer então, eu estava ali, foi Deus quem me levou até lá e teria que haver um propósito.

Contei para aquelas pessoas o testemunho, ouvi também a historia do lugar e sobre a vida daquele senhor e sua família e restava agora seguir meu caminho.

Peguei estrada novamente retornando por onde havia passado até que descobri um caminho alternativo que encurtaria um pouco a distancia, junto com a descoberta da rota alternativa um alerta que uma ponte havia caído com a chuva e que os moradores das fazendas e os  caminhoneiros haviam improvisado uma ponte com troncos de arvore e quem me informou disse que não sabia se a ponte ainda existia ou suportaria o peso do caminhão.

Mas como existiam somente estradas precárias, quanto menos km melhor como eu estava muito atrasado com a carga carregada em Cuiabá e que teria que descarregar em Belém resolvi arriscar. (acima no inicio desta historia a foto da ponte).

Tentei não pensar muito em tudo que já havia passado e observar a natureza sempre muito rica de paisagens e animais e segui adiante.

Ao chegar a ponte como eu já estava preparado psicologicamente, parei o caminhão no inicio dos troncos, percebi que teria que passar com cada uma das rodas nos limites dos troncos de ambos os lados e qualquer erro me colocaria dentro do rio ou com as rodas presas entre os troncos.

Fiz uma checagem na altura da ponte na grossura dos troncos e avaliei os possíveis problemas.

Percebi que existiam frestas muito grandes entre os troncos se o peso escorregasse a roda para uma daquelas frestas o tronco poderia ceder aumentando a possibilidade do pneu ficar preso entre elas.  

A chuva havia dado uma trégua e eu teria que passar logo antes que voltasse a chover senão o risco dobraria.

Peguei pedaços de troncos menores e tudo que pude encontrar ao redor para por nas frestas entre os troncos.

Entrei no caminhão e comecei a andar bem devagar dirigindo com a porta aberta para poder enxergar o pneu dianteiro do meu lado para que não saísse de cima do tronco.

Como eu tinha verificado no inicio eu teria que manter o pneu rente com a extremidade do tronco de um dos lados e isso manteria o pneu do lado oposto da mesma forma.

Deu certo consegui passar.

Agora meu desejo era encontrar logo com o saudoso asfalto.

Demorava horas para percorrer distancias mínimas por aquelas estradas precárias.

Enfim quase ao meio dia encontrei o asfalto novamente após tantos dias.

Que maravilha, qualquer asfalto já seria bem vindo e aquele asfalto estava até alem das minhas expectativas.

Já conseguia ver o ponteiro do velocímetro marcar acima de 15 a 20 km por hora.

Feliz da vida novamente com a velocidade chegando em torno de 90 km por hora, um baita sol de meio dia, senti um impacto no volante e escuto um estouro.

Hum já conheço este barulho pensei comigo.

Só me faltava esta agora, um pneu estourado, durante minhas viagens desde a compra do caminhão manter pneus novos em todo caminhão sempre foi uma dificuldade, quando pensava que estava com o caminhão bem de pneus, BOOOMMM outro pneu!

Mas ao descer do caminhão percebi que minha suspeita ao receber o impacto no volante estava confirmada, era um pneu dianteiro.

Das outras vezes que estouraram os pneus graças a Deus, sempre conseguia seguir em frente em busca de ajuda, mesmo que bem devagar conseguia ir até uma borracharia e Deus sempre colocava uma borracharia não muito distante.

Mas desta vez não daria para ir até uma borracharia porque o pneu era o dianteiro.

Tive problemas anteriormente somente nos eixos traseiros, onde são sempre dois pneus em cada ponta do eixo, estourando ou furando um deles é possível, dirigindo bem devagar para não forçar, andar alguns kilometros.

Mas na dianteira não é possível. E agora o que fazer eu estava ainda muito distante de Redenção no Para, e não sabia a que distancia estava de uma cidade ou Vilarejo mais próximo, e em qual direção estaria a borracharia mais próxima?  Pois eu havia saído da estrada de terra já num trecho que tinha asfalto nas duas direções.

Teria que tentar trocar o pneu.

Mãos a obra novamente, tirei o estepe o macaco, chaves de roda e vamos lá.

Ao tentar soltar a primeira das varias porcas que teria que remover percebi que a missão não seria tão simples assim.

Trocar um pneu numa borracharia custava naquela época por volta de vinte reais, o serviço demora normalmente em torno de trinta minutos a uma hora.

Quando nos encontramos numa situação com a que eu estava é que achamos barato o serviço do borracheiro.

Apesar da forca aplicada, a porca nem sinal de mover, eu estar usando todo o peso do meu corpo e até pulando para aumentar a força sobre a alavanca da chave de rodas.

Resolvi usar a forca do macaco hidráulico, fiz um sistema para apoiar a chave de rodas sobre o eixo do macaco, assim eu estava usando a pressão hidráulica que faz com que o macaco suspenda o peso do caminhão, mas mesmo com a força do macaco, nem sinal de afrouxar a porca, o que aconteceu, foi que entortava a alavanca, mas não movia a porca.

Não restava alternativa, eu teria que ir buscar ajuda, mas em qual direção?

Existem trechos de estrada com distancia muito grande entre uma cidade e outra, existem regiões onde se pode rodar até mais de 200 km sem encontrar um recurso qualquer à beira da estada.

O correto seria primeiramente descobrir a direção a seguir e que levaria ao borracheiro mais próximo, mas de que forma senão perguntando... Mas já fazia algum tempo que eu estava ali parado e não havia passado ninguém.

Não conseguia avistar nada, depois de passado mais algum tempo, surgiu uma moto seguindo em minha direção.

 Fiquei feliz, poderia perguntar a alguém o caminho a seguir e resolver meu problema.

Obtendo as informações eu saberia onde eu estava, e qual a direção deveria seguir para encontrar uma borracharia

Fazendo sinal para ele parar e apontando em direção do pneu que estava estourado, e torcendo para que ele realmente parasse,, porque e comum a pessoa não parar, por ter medo de assalto.

Mas graças a Deus a pessoa parou.

Assim fiquei sabendo onde estava e que o vilarejo mais próximo estava a 40 km de distancia.

Como ele seguia na direção do vilarejo, perguntei se ele me faria o favor de avisar ao borracheiro do vilarejo para que ele viesse fazer o socorro, me respondeu que sim que avisaria.

Fiquei mais aliviado, mas lembrei do ultimo recado que pedi para levarem para vir me socorrer e o que havia acontecido.

Isso me deixou ansioso, era perto do horário de almoço e imaginei que o horário, poderia atrasar a vinda do borracheiro.

O tempo estava passando e nada, cada minuto parecia durar uma eternidade. Com o receio de que meu recado não tivesse sido levado, decidi, mesmo preocupado em deixar o caminhão ali sozinho, ir em busca do socorro.

Mas, desde a passagem do motoqueiro, havia passado bastante tempo e não havia passado por ali mais do que um ou dois veículos.

Fiquei atendo olhando em direção do horizonte e percebi um veiculo vindo em minha direção novamente.

Fiquei acenando deste então e aguardando sua aproximação, ao estar bem próximo, seu condutor mesmo tendo visto o pneu que eu estava apontando, para justificar o meu pedido, reduziu a velocidade, mas não parou isso não é de se estranhar, mas e agora?

Assim foi, demorava e quando vinha alguém, não parava. Até que surgiu a van que ao se aproximar vendo meu sinal e o pneu estourado acabou parando.

Mas quando parou eu pude perceber que estava superlotada já havia pessoas em pé dentro da pequena van. Que pena tanto tempo esperando e estava lotada. Mas sempre Deus coloca pessoas que são solidarias nas nossas vidas.

O motorista me disse que se eu não me importasse de ir em pé poderia me levar e eu deveria ficar junto a porta.

Com certeza seria melhor desta forma do que ficar ali sem saber por quanto tempo. Aceitei e partimos, fui comentando o assunto com ele e me informando onde poderia encontrar uma borracharia.

Mas comentei que não estava fácil afrouxar as porcas para remover a roda e eu teria que encontrar um profissional com equipamento adequado.

Quem já teve oportunidade de parar em um posto de estrada, onde existem borracharias que consertam pneus de caminhão, já deve ter visto que existe equipamento pneumático para afrouxar e apertar as porcas da roda. 

Este equipamento torna o serviço mais rápido e eficiente,  mas tornasse um vilão para o motorista quando precisa ele próprio trocar um pneu, porque aperta demais as porcas e depois para soltar, algumas vezes nem mesmo com o mesmo equipamento que apertaram eles conseguem remover.

Veja bem... já não bastaria somente encontrar uma borracharia, o que já era seria um "achado" naquela região, mas ainda teria que ser bem equipada, coisa difícil de encontrar num sertão daqueles.

Com ou sem equipamento adequado teria que encontrar uma forma nem que fosse à base de marreta e talhadeira teríamos que remover as porcas e trocar aquela roda.

Ao chegar ao vilarejo, eu ainda sem almoço, era já passado da hora, mas isso não era minha prioridade. Precisa resolver o problema o mais rápido possível porque estava correndo riscos com o caminhão que ficou sozinho na estrada.

Para ajudar, pode até não aparecer ninguém, mas para depenar um caminhão infelizmente pode aparecer.

Naquela semana haviam  me contato que  neste trecho onde eu estava 4 caminhoneiros tinham sido assaltados antes de chegar a Redenção no Para .

Desci num posto onde o motorista da van me deixou, ele nem mesmo aceitou que eu pagasse pelo transporte me desejando sorte.

 Agradeci e comecei buscar.

Na primeira borracharia me informaram que não teriam o recurso para resolver o problema e apontaram na direção da outra que existia no lugar, mas o comentário que fizeram me deixou animado.

Disseram que a borracharia pertencia a um caminhoneiro que recentemente havia vendido seu caminhão e investiu o dinheiro em equipamentos para abrir a borracharia e que ela era bem equipada.

Depois de uma caminhada ao chegar percebi que estava fechada.

Perguntando as pessoas nas proximidades fui informado que o proprietário estava dormindo, era seu habito tirar um cochilo depois do almoço.

Um de seus funcionários foi acorda-lo, mas ele abriu sua porta e disse... depois que eu terminar meu descanso irei fazer o socorro.

Expliquei aos seus funcionários o problema e acreditem, naquele pequeno vilarejo no interior do Para eu havia encontrado um equipamento que ainda não é comum ser encontrado até mesmo em grandes cidades.

Teria sido sorte minha ou providencia de Deus?

Como eu tinha que esperar, e como ainda não havia almoçado, e já havia passado do horário do almoço então perguntei se havia próximo dali algum lugar que pudesse comer alguma coisa.

Novamente me surpreendi, quando me apontaram um pequeno e humilde salão que existia, quase ao lado da borracharia, isto já estaria sendo ótimo e ficou ainda melhor porque apesar de estar fora de horário, ainda estavam servindo almoço.

Comida simples e caseira teria sido sorte novamente?

Ao terminar de almoçar o proprietário da borracharia já tinha sido informado do serviço a ser feito e estava tudo preparado para irmos até o Fuv.

Somente um detalhe não me agradou, ele não tinha um veiculo para que fossemos até lá.

Mas isso poderia ser contornado com mais facilidade do que retirar a roda sem o equipamento que ele possuía.

Pensei em fretar algum veiculo e ele então disse... vamos na minha moto.

Moto ? Em duas pessoas até seria possível, mas como levaríamos o equipamento que estava em uma caixa metálica e era pesado.

Somado ao fato de que, eu nem cogitaria a possibilidade de fazer aquele trajeto de moto.

Meu receio seria o risco que uma moto oferece numa estrada com vários buracos mesmo no asfalto existiam “panelas” enormes.

Sempre tive muito cuidado com os riscos que uma moto oferece.

Apesar de no passado ter possuído algumas motos e minha habilitação permitir pilotar este tipo de veiculo também eu gostava no passado de pilotar como lazer e por pequenas distancias em locais apropriados.

Me assustava sofrer uma queda.

Quando se perde o movimento de alguma parte do corpo como eu perdi no passado o movimento das duas pernas, nos tornamos mais cuidadosos, eu como considero que fui agraciado pela misericórdia de Deus que me deu uma segunda chance de recuperar estes movimentos, estava com medo de colocar a perder esta condição de levar uma vida normal.

Tenho em meu corpo uma estrutura em titânio com uma porção de parafusos que pode ser vista nas fotos laterais deste site.

Esta sugestão de ir de moto não estava me agradando nem um pouco.

Disse então a ele que fosse com a moto e já fui apontando a direção que ele deveria seguir.

Eu seguiria assim que conseguisse uma carona de algum veiculo.

Ele então insistiu, tive que explicar a ele o motivo do meu receio, era a cirurgia que fui submetido e os parafusos em minha coluna.

Ele entendeu, mas mesmo assim insistiu novamente dizendo que iríamos de vagar e que não teria perigo algum.

Pensei então... ele esta ciente do motivo do meu receio. Acreditei que ele seguiria devagar, até porque alem de tudo eu tinha nas mãos uma mochila que continha documentos e demais coisas que não quis deixar no caminhão, teria que segurar também a caixa metálica com o pesado equipamento. 

Eu teria que ir sem capacete e sentar na garupa da moto com uma mochila numa das mãos e a pesada caixa na outra. Como eu iria me segurar? Não teria como, somente poderia apoiar nos apoios de pé das laterais.

Quanto mais imaginava como seria mais resistência em tinha em ir de moto.

Somente a preocupação em ter deixado o caminhão sozinho sujeito a uma serie de riscos para me forçar a ir naquelas condições.

Imaginei que estava ficando tarde e caso não conseguisse a carona rapidamente iria anoitecer sem que o problema fosse resolvido.

Não tinha muito tempo teria que decidir rapidamente ou correria também o risco de perder a ajuda que estava sendo oferecida.

Pedi então a Deus que nos protegesse e recomendando que fossemos devagar apoiei a pesada caixa em uma das pernas e a mochila na outra sentado na garupa da moto sem me segurar em nada a não ser o apoio dos pés, logo que começamos a andar meus pés suavam e começaram a escorregar, devido ao calor e eu estar calçado com um chinelo havaiana.

Então este apoio não estava mais sendo eficiente.

Não bastasse tudo isso a promessa de ir devagar não foi cumprida.

Mesmo estando nos dois sem capacete, o borracheiro que agora seria nosso piloto, nem um óculos possuía, mesmo assim ele pilotava em alta velocidade.

A velocidade fazia com que o vento enchesse nossos olhos de água.

A cada instante o piloto virava sua cabeça para o lado para poder escorrer a água que estava impedindo sua visão.

Pensei então... Estamos em suas mãos Senhor seja o que for a sua vontade.

Foi uma experiência e tanto uma distancia que parecia não acabar.

Mas como para tudo existe um tempo, acabamos chegando ao local onde estava o Fuv.

Vamos lá então.

Com o equipamento adequado não foi tão difícil, a roda foi substituída pelo estepe e segui até a borracharia para terminar o reparo reapertar a roda e pronto. Eu estava novamente em condições de seguir meu destino.

Mais algumas pessoas conheciam agora meu testemunho... Dei meu óculos de sol de presente ao borracheiro e recomendei que usasse mais proteções ao pilotar sua moto.

Fica assim mais um amigo no caminho. Viver certos tipso de situações nos permite criar algum laço de amizade e foram muitos os amigos que pude fazer nestes anos nas estradas.

Muitos destes amigos sensibilizados pelo testemunho que levei e surpreendidos pelo poder de Deus que me capacitou a estar desempenhando aquela função.

Passei ainda por estradas ruins até chegar a Redenção no Para, passei por pontes que nem em pensamento se pode imaginar que por ali passam caminhões.

Nossos governantes deveriam fazer suas viagens de campanha eleitoral pelo pais a bordo de caminhões, de preferência carregados.

Quem sabe se vivessem esta experiência, depois de eleitos teríamos estradas melhores e mais respeito aos profissionais que passam suas vidas levando o desenvolvimento e todo tipo de recurso até os lugares mais afastados, não somente caminhoneiros, mas temos todo tipo de profissional envolvido em atividade que os obriga a trafegar pelas estradas deste país não importando as condições que elas ofereçam.

Ao chegar em Redenção precisava comprar pneus novamente, não consegui.

Então fui informado que caso decidisse ir pelas estradas que ofereciam o caminho mais curto eu estaria sujeito a estradas piores do que havia encontrado até chegar ali.

E agora tanto transtorno, deste que aceitei ir buscar aquele complemento.

Mais prejuízo, agora seria obrigado a rumar em uma direção quase que oposta ao meu destino em busca de melhores condições de estrada.

Representava um dia a mais de viajem, mesmo assim seria a decisão mais inteligente a ser tomada.

Rumo ao Tocantins agora, para pegar a estrada Belém Brasília agora era meu destino.

Depois de chegar tão próximo a Belém fui obrigado a voltar em direção do Tocantins.

Do contrario estaria sujeito a estradas piores do que havia passado e com alto índice de assaltos.

Levaria então mais dois dias para chegar a Belém.

Esta é a rotina de muitos que trabalham honestamente para ganhar seu sustento e justificar sua existência.

Infelizmente por desconhecimento, estamos sujeitos a julgamentos errados e a suspeitar da integridade e da honestidade do profissional que esta na estrada.

Cabe lembrar que comportamento inadequado não é encontrado somente em uma categoria , mas sim em todos os níveis sociais e profissionais.

No restante do percurso tudo transcorreu dentro da normalidade, e apesar de tudo consegui entregar minha carga e honrar meu compromisso.

Vamos então a próxima....

Última modificação em Sábado, 26 Abril 2014 22:48