Parte 3

Sendo escrita neste momento…

Primeira foto do ano de 2009 –

Passados 12 anos –

Escrevi a parte 1 começando em 08/08/2009 recomeço a escrever em 05/10/2021 a parte 3.

08:54 hs da manhã. Estamos no ano 5.782 do calendário Judeu.

Ops…Eu já havia escrito algumas linhas e “pimba”, pico na energia e não tinha sido salvo rsss…

Bora então recomeçar, nas primeiras linhas perdidas, Eu escrevi que estaria recomeçando como da primeira vez, ou seja escrevendo sem pensar antes de digitar.

Passados 12 anos e por varias vezes Eu me cobrei por não ter continuado contando as histórias das viagens, hoje nem sei se consigo lembrar a sequência das viagens na ordem certa para poder contar.

Muita agua passou por debaixo da ponte durante estes doze anos,.

Como sempre com muito para agradecer a Deus por ter me dado a oportunidade de viver mais esta etapa da Jornada, hoje com 61 anos de idade faltando poucos dias para completar 62 anos. Com no inicio, Eu estava esperando por definições que dariam o rumo para as nossas vidas e enquanto isso para ocupara a mente escrevendo, porque como diz a minha Mãe “mente vazia é oficina do diabo”

Quando fui movido a iniciar escrevi a Autobiografia Parte 1 que tinha como objetivo registrar a minha História para o conhecimento dos netos, hoje já tenho mais netos num total de 5 ate esta data,  o mais velho deles o Vinicius já esta mais alto do que Eu e o mais novo Joao Lucas com poucos meses nasceu em junho deste ano. Mas como se diz “Santo de casa não faz Milagres” não sei se vão chegar a ler.

Então agora a Galerinha de Netos é formada pelo mais velho Vinicius com 14 anos a Clara com 11 anos a Nicole com 6 anos o Lucca com 6 anos também e o Joao Lucas com 4 meses.

Como no início ao contar a primeira parte da minha Historia, pela segunda vez minha espera esta relacionada a obter um caminhão e através do caminhão seguir em frente a minha caminhada, ou seja “rodar” em frente na minha jornada.

Na Minha Historia segunda parte, quando terminou o tempo de espera fui para a estrada com o FUV apelido do VW 23 220 ano 2003, ele esteve comigo nas viagens contadas no “Diário de Bordo”, ate que as coisa tomaram outro rumo, não estava sendo suficiente o resultado financeiro obtido das viagens, como se diz no radio PX dos caminhões, o QSJ era muito pouco, então em torno de três anos nas estradas com o FUV e depois de alguns acontecimentos fora do normal, Deus me deu um novo rumo e também um novo desafio.

 

Vamos lá então….

Minha História Parte 3

Iniciei à escrever a terceira parte em 2.015 mas não havia publicado ainda

Hoje é Sábado dia 21 de fevereiro do ano de 2.015, 15:50 hs.

Peço a Deus que seu propósito seja cumprido ao me inspirar a escrever…

Estava trabalhando como motorista Autônomo, uma atividade que financeiramente, não atendia as necessidades de minha Família no que se refere a pagar compromissos básicos da manutenção de uma casa e atender a todas as necessidades pessoais dos familiares.

Ou seja, estava ganhando menos do que o necessário.

Então surgiu a oportunidade de adquirir uma empresa.

Entendi que estava recebendo uma resposta de Deus com a possibilidade que surgia.

Porem minha situação financeira não era confortável, eu teria que assumir uma divida bastante grande com a aquisição da empresa.

Mas isso não me intimidou, sempre confiei que Deus iria me capacitar, e que esta oportunidade que surgia, era uma resposta as nossas necessidades.

No decorrer do tempo desde a aquisição da empresa até a data de hoje, tive que lidar com vários tipos de problemas, o mais freqüente, sempre foi honrar o pagamento das obrigações com funcionários, impostos, pagar as parcelas da compra da empresa e suprir as necessidades da família.

Tudo teve inicio com a busca ao meio financeiro para obter credito e desta forma buscar o recurso que precisávamos.

Imaginei que esta seria a maneira correta de equacionar todos os problemas.

Ao buscar o meio financeiro, fui surpreendido com uma linha de credito que sugeria ser a solução. Mesmo sendo ainda uma conta nova, a pessoa que fez a abertura da conta enquadrou a empresa de uma forma que proporcionou um limite bastante razoável de cheque especial e cartão de credito.

Isso foi o começo.

Fazendo uso destes recursos, para tornar operacional a empresa.

Na ocasião da compra que apesar de ser um negocio bastante atrativo em função de proporcionar uma renda bem maior que a que eu vinha obtendo na minha atividade anterior, as condições operacionais estavam prejudicadas pela má conservação dos veículos da empresa.

Sendo então insuficiente a receita obtida com os serviços prestados.

Me encontrava obrigado a obter mais recursos financeiros que permitissem cobrir os custos das reformas na parte mecânica dos veículos e também admitir mais funcionários.

Esta era a atitude que entendi que seria correta, adequar os equipamentos e obter mão de obra que tornasse possível atender as solicitações dos clientes e desta forma estaria também possibilitando a geração de receita que faria frente a toda a necessidade financeira.

Em paralelo, a Família também estava sendo um dos fatores que necessitavam deste aumento de receita, para poder proporcionar uma condição favorável de conforto a todos.

Busquei uma modalidade de credito que possibilitaria maior liquides, ou seja, proporcionava a venda em pagamento parcelado aos clientes portanto facilitava a negociação devido ao prazo de pagamento oferecido.

Isso foi estreitando o relacionamento com o banco, quanto mais gerava títulos maior a freqüência ao banco para negociar.

Depois de algum tempo e maior intimidade com o gerente responsável pela conta da empresa, novas possibilidades se apresentaram, bastante atraente o juro que seria pago, motivou o anseio de investir em mais equipamentos.

Estávamos em franco crescimento, no principio na compra da empresa, para atender a demanda de quatro a seis atendimentos por dia era bastante difícil, por causa da falta de equipamentos em condições adequadas.

Com o trabalho de reparações dos veículos e a formação de equipes, chegamos a atender sem muita dificuldade ao dobro de solicitações de atendimento.

Estava agora sinalizando uma nova fase, com a demanda sendo atendida parcialmente e em crescimento, estava dando ouvidos ao meu espírito empreendedor, e não perguntei a Deus se deveria ouvi-lo, se era este o caminho e segui adiante.

Fiz o que sempre fiz na minha vida, não querendo perder a oportunidade de crescimento, e acreditando que estava no caminho certo, assumi mais compromissos.

Tínhamos agora três equipes, ao invés de duas e com equipamentos em melhores condições.

Chegamos à atender o triplo da demanda inicial.

Tínhamos ainda demanda para crescer ainda mais, para isso seria preciso mais investimento.

Vamos então a fonte humana, o meio financeiro.

Já havia feito até então a captação de recurso de um fundo subsidiado e ainda estava pagando.

Buscando mais recurso que eu acreditava que seria capaz de pagar com o crescimento da receita, ao negociar com o banco este recurso não se viabilizou.

Existia a possibilidade de uma linha semelhante a obtida anteriormente com juros subsidiados assim que a conta aniversariasse e o aniversario da conta permitiria uma dilatação de prazo, esta dilatação adequaria o valor das parcelas mensais que então poderiam ser pagas dentro da  previsão de arrecadação.

Estando já próximo o aniversario da conta e tendo a possibilidade da obtenção de um recurso que seria suficiente para sanar toda a situação.

Recebíamos o valor do serviço prestado através de um boleto gerado na emissão da Nota fiscal.

Sempre na esperança, que uma nova linha de credito com prazo mais dilatado iria ser obtida a qualquer momento e isso resolveria toda a situação.

Até que comecei a ficar apreensivo demais com a situação, não estava conseguindo atingir a receita que precisava, ao contrario disso, o mercado estava em declínio em nosso segmento.

Sendo obrigado a diminuir a equipe para baixar os custos operacionais e assim mesmo não estava sendo suficiente a receita.

Surgiram no decorrer, outros agravantes da situação, questões de documentação irregular da empresa que adquirimos e que existiam anteriormente à compra, estes problemas relacionados a licenças ambientais nos obrigavam a assumir um custo fixo em aluguel trezentos por cento maior que o inicial.

Esta inesperada situação levou a um desgaste emocional bastante grande, porque envolveu analisar as questões legais e tentar compor um acordo com a pessoa que vendeu a empresa.

Isso ao longo do tempo foi obtido na forma de redução da divida que ainda existia pela compra da empresa. Tenho sempre pedido a Deus que me ajude a conduzir minhas atitudes para que eu não me afaste de Deus, e estando afastado venha a sofrer.

A situação ficou insustentável, teria que baixar radicalmente o custo fixo, não somente o da empresa, mas também o da Família.

Mas isso ainda não era o suficiente, teria que obter recurso de alguma maneira.

Reduzido ao extremo possível o quadro de funcionários e tentando manter o mínimo de operacionalidade possível é a situação atual.

Em uma das tentativas no passado de obter recurso foi obtido a concessão de um FCO que viabilizou a compra de forma facilitada de um veiculo novo.

Um dos principais motivos que dificultavam a operacionalidade sempre foi o fato dos equipamentos velhos gerarem custo elevado de manutenção, peso que se tornava ainda maior porque durante a manutenção não podia contar com o veiculo.

Diante na possibilidade do veiculo novo, foi ponderada a compra que possibilitaria a venda de um veiculo velho.

A princípio seria uma resposta a necessidade de dilatação de prazo e possibilitaria uma obtenção de capital com a venda do veiculo usado.

Assim foi feito. Porém não resultou favorável.

Não se viabilizou a venda do veiculo que se pretendia vender.

Pelo contrario foi necessário investir ainda mais no veículo velho, fazendo uma reforma visando a venda, que não aconteceu.

Ao contrario do que se esperava, acabou necessária à venda de um dos veículos que não se pretendia vender, o que acabou acontecendo, porem trouxe uma solução temporária para o problema.

Somado com outros problemas gerados, com situações criadas por funcionários, tudo contribuía para ocupar cada vez mais o meu tempo buscando soluções financeiras e cada vez me afastando mais do foco do negocio principal.

Tentei agregar mais atividades em paralelo, ativamos uma linha de fabricação de abajures de Neon simultaneamente, com a tentativa de produção de materiais para comunicação visual.

Todas estas tentativas geraram a necessidade de investimento, agravando a situação.

Mas nada trouxe o retorno esperado.

Focar na prospecção de novos clientes e buscar reaver a receita que havíamos alcançado anteriormente, e desta forma sanear completamente a situação.

 

Retornando a escrever

Passados 6 (seis) anos e sete meses.

Retornando a escrever em 07 de outubro de 2021 as 13:29 hs.

As coisas naquela ocasião ficaram ainda mais complicadas com a vinda da Copa do Mundo de Futebol para Cuiabá no ano de 2014, em função dos desvios de verba o governo paralisou os pagamentos das empreiteiras para levantar denuncias de desvio de verbas.

Esta paralisação causou um choque na economia no Brasil todo, atingindo alguns segmentos de forma drástica.

Em especial o nosso segmento que prestava serviços em sua grande maioria para construtoras, principais afetadas pelo bloqueio de pagamento das contratações feitas pelo governo nas obras da Copa.

Não somente as empresas foram afetadas, mas toda a economia até mesmo a economia doméstica em reflexo. Portanto nossos serviços para residências também diminuíram drasticamente.

Inicialmente na aquisição da empresa tínhamos uma demanda de 6 atendimentos diarios, conseguimos investindo em equipamentos e pessoal qualificado ampliar a demanda e chegamos a 16 atendimentos diários.

Estes atendimentos domésticos também foram diminuindo com a crise e em consequência o nosso custo fixo precisava ser diminuído. Assim fizemos demitindo funcionários na busca de equilibrar o orçamento ate que ficamos somente com um veículo operacional tendo reduzido a equipe de onze para dois funcionários e dos quatro caminhões, para somente um caminhão operacional.

Estava implantado o caos financeiro, não bastasse tudo isso, lembrando que existia uma expectativa de linhas de credito com juros menores há serem liberados no aniversário da conta da empresa através de pacotes de apoio ao desenvolvimento empresarial, isso não prosperou. Por conta da crise econômica instaurada pelos desvios da Copa o governo paralisou todas estas linhas especiais de credito.

Ficamos então sem opção.

Diante deste quadro oque fazer?

Precisava sustentar a Família, esta era a prioridade.

Resolvi então remover o equipamento de sucção utilizado no caminhão para o desentupimento de esgoto e fossas e colocar uma carroceria.

Esta foi a opção que me veio a mente. Ficou então meu Filho em meu lugar na empresa, com apenas um veículo trabalhando e dois funcionários e tentando manter funcionando a empresa na esperança que a fase passasse e as coisas voltassem a normalidade.

Enquanto isso voltei a atividade de motorista Autônomo.

Mesmo com apenas dois funcionários e a empresa já com trinta e dois anos no mercado tendo obtido ao longo de todos estes anos reconhecimento pelos serviços prestados, não era suficiente a renda obtida.

Os clientes também passando dificuldades financeiras como a maioria dos assalariados que utilizavam os nossos serviços, teriam que escolher entre fazer uma manutenção de limpeza e desentupimento ou comprar alimentos para as suas famílias.

Nesta época era visível vários vazamentos de esgotos e fossas sépticas nas sarjetas das ruas de Cuiabá e Várzea Grande.

Então não podendo mais arcar com os custos operacionais, alugueis salários encargos trabalhistas, energia telefone combustível etc… a opção foi vender os dois caminhões que restaram preservando somente o que estava sendo utilizado para prestar serviços de transporte de cargas como autônomo.

Meu Filho, se dedicou a manter as suas outras diversas ocupações buscando suprir suas necessidades.

Mas, seja oque Deus quiser, mais uma vez Eu teria que recomeçar.

Fiquei na estrada nos anos seguintes como Motorista Autônomo, viajando por todo o Brasil novamente como fazia antes de ter adquirido a empresa.

Assim foram períodos que ficava duas semanas na estrada e quando tinha o recurso necessário para as despesas da Família retornava para casa, ficando por alguns dias as vezes quando o resultado da quinzena permitia, ficava até uma semana em casa.

Na estrada os problemas relativos ao baixo valor dos fretes penso que nunca irá acabar, muito se falou em tabelas e ate uma grande greve tratou do assunto, mas na pratica a tabela criada nunca existiu como referência para pagar os fretes para os Autônomos.

Eu mesmo para mim esta tabela do preço de fretes era como caviar só conhecia de nome.

No caso das transportadoras a tabela funcionava, para cobrarem os fretes, mas não para repassar aos terceirizados.

Tanto é que acabou agravando ainda mais a situação do Autônomo, devido a melhora nos valores obtidos pelas transportadoras que conseguiam aplicar o preço da tabela, nem todas conseguiam na verdade. Porem as que conseguiam era mais interessante para elas, voltarem a investir em frota própria, isso diminuiu drasticamente a oferta de fretes para os Autônomos.

Devido à escassez de fretes o que sobrava com valores abaixo da tabela ainda tinha que ser disputado pelos Autônomos sobreviventes.

Por este motivo o tempo de permanência que eu precisava ficar na estrada sem voltar para casa foi aumentando, inicialmente duas semanas passaram para três semanas para conseguir o mesmo valor necessário para suprir as necessidades da família, e assim foi aumentando o tempo na estrada e diminuindo cada vez mais o tempo que poderia ficar em casa.

Já estava à quarenta e dois dias na estrada e não tinha conseguido oque anteriormente   ganhava em duas semanas e pra piorar a situação os fretes que surgiam levavam cada vez  mais longe de casa, então sequer passar um final de semana em casa estava sendo possível.

Fui buscando novas alternativas, uma delas seria fidelizar clientes, conhecer e fazer amizades entre os clientes para os quais prestava serviços visando formar uma clientela.

Nesta visão surgiu uma ideia, conseguir parceiros no segmento de Madeireiras, para propor ser representante da venda da madeira além de fazer o transporte.

Costumava carregar em uma rota que permitisse passar em casa na ida ou na volta.

Como parte da Família estava no Paraná e parte no Mato Grosso, era inteligente buscar fretes nesta rota que permitiria passar em casa nos dois sentidos da carga, ou seja, caso carregasse em Santa Catarina com destino a Rondônia ou Acre, permitiria passar em casa no Paraná e na casa do Filho no Mato Grosso e vice eversa.

Assim procurei manter esta rota, fazendo amizade com os madeireiros.

No Sul do país sempre existe uma oferta maior de cargas, mas no norte do Brasil existe o que se chama de frete de retorno.

Frete considerado como frete de retorno pagam preços ruins.

Na região norte e nordeste os fretes são escassos, pagam preços muito baixos que por vezes não cobrem as despesas.

Devido a uma pratica implantada no passado, quando os preços dos fretes eram bons e permitiam carregar nos estados do sul e voltar com o caminhão vazio, aos poucos foi se implantando a ideia do frete de retorno.

Frete de retorno porque qualquer valor que fosse recebido pelo frete para retornar, seria lucro, acima do previsto, porque o frete para subir já era bastante compensador, cobria o custo de combustível nos dois sentidos ida e volta e ainda sobrava um bom lucro.

Infelizes aqueles que pensaram assim e iniciaram esta pratica, ainda hoje funciona desta forma os preços são baixíssimos, sem adiantamento para cobrir os custos de óleo diesel e despesas de viagem.

No passado foi implantada esta pratica, e ainda davam prazos para os madeireiros pagarem os fretes.

Quando os fretes para subir do sul tiveram redução nos valores e já não eram tão compensadores, houve resistência para mudar esta pratica, fretes que somente eram pagos no destino ou com prazo, os motoristas também estavam sendo obrigados a receberem o pagamento em cheques pré datados.

E assim foi piorando, hoje o pagamento ainda costuma ser no destino, salvo um ou outro frete que está com sua entrega atrasada, dai se obrigam a oferecer algo melhor no preço ou na condição de pagamento, não bastasse isso pedem ainda que o motorista recolha o ICMS do frete que precisa ser pago no carregamento, o Autônomo paga com o seu dinheiro para receber posteriormente junto com o frete.

Então, tá ruim né já foi pior ainda, sem previsão de ficar bom… infelizmente.

Para corrigir isso não deveriam carregar até que se alinhasse  o preço com o frete preço normal dos fretes.

Não muda esta situação porque sempre tem alguém que carrega, um não vai outro acaba carregando e por isso não melhora.

Devido a todo este histórico de dificuldades o Autônomo está virando dinossauro.

Assim como a frota de caminhões dos autônomos cada vez mais jurássica.

Sem facilidade para comprar caminhões novos, os autônomos vão presenciando o sucateamento dos seus instrumentos de trabalho.

Ainda que se tenha credito e consiga fazer a compra de um caminhão novo, tornasse uma proeza conseguir pagar as prestações com os valores praticados para pagamento dos fretes para o Autônomo.

Diante disso tudo eu que sempre fui empreendedor procurei aplicar oque aprendo durante a vida em busca de melhores oportunidades.

Sobreviver com fretes que não cobrem o preço de óleo diesel, ninguém consegue sobreviver, desta forma, sem falar os absurdos dos preços da manutenção, pneus, IPVA , seguro e pedágio com ênfase para os pedágios do Paraná e São Paulo, é como encontrar literalmente um assaltante dentro da cabine do posto do pedágio, desta forma o roubo já fica completo levando todo o dinheiro que se possa ganhar na estrada.

Motoristas, infelizmente uma categoria desunida que não tem noção do poder que poderia exercer na sociedade unidos poderiamos ser mais fortes.

Vez por outra aparece um suposto representante que na maioria das vezes consegue alguma vantagem pessoal, satisfeito, não luta pela coletividade.

Fazer pelo próximo oque gostaria de receber … esta é a formula mágica… somente Jesus Cristo.

Voltando a minha Historia…

Surgiu então a possibilidade…

Consegui um parceiro para ser representante de vendas da sua madeira, era uma madeireira grande de Rondônia na cidade de Colorado do Oeste.

Seu proprietário um Senhor de idade, que não fazia questão de dar à possibilidade para alguém o representar.

Mas simpatizou-se comigo e iriamos fazer uma experiencia.

Então como eu já vinha procurando a cada entrega conversar sobre a possibilidade com os vendedores que recebiam a madeira que eu transportava, eu já tinha algumas encomendas.

De imediato entrei em contato com aquele que havia feito a encomenda e parecia que iria dar certo.

Era uma venda grande quatro carretas de madeira, fiquei animado.

Estava tudo ok… todas as informações foram fornecidas ao comprador toda documentação estava em ordem, restava somente fazerem o pagamento e eu receberia a primeira comissão pela venda.

Mas… começou a demorar o deposito de pagamento da venda.

Segui viagem porque não poderia ficar lá na madeireira parado esperando.

Já não tinha contato com o comprador que não atendia mais o telefone.

Até que ao atender o telefone fui informado que o comprador final da madeira estava na estrada a caminho de Rondônia para conhecer a madeireira antes de fazer o pagamento.

Achei isso normal porque era um valor considerável aquela venda. Mas… de novo o mas…em resumo eu fui tirado fora da negociação e fiquei a ver navios.

Fiquei aborrecido com o acontecido mas como se apanha muito durante a vida oque esperar do ser humano não é mesmo ?.

Continuar é preciso…

E surgiu novamente outra oportunidade de ser representante, agora a possibilidade surgia através de uma madeireira cliente que eu já tinha carregado varias vezes dentro de três anos.

Nunca deixou de cumprir o que combinava, então vamos tentar alinhar esta parceria não mesmo…

Conversa daqui e dali, contei sobre a decepção da tentativa anterior de ser representante da outra madeireira e ouvi o seguinte… “Comigo você não corre este risco” detalhes daqui e dali surge também a possibilidade de além de me tornar representante, poder arrendar o meu caminhão para a madeireira, estava tudo tomando um rumo muito bom, até me vendeu um carro que seria pago em parcelas descontadas do valor do arrendamento do caminhão. Até me entregou o carro de imediato, ou seja, está tudo certo não poderia ser melhor.

Fiquei ainda mais tranquilo e confiante ao saber que o dono da madeireira era pastor de uma Igreja Evangélica.

Então entreguei o caminhão peguei o carro e fui para a minha casa distante mais de 1,250 km. Confiante que estava tudo em ordem…

Arrumei uma sala da casa comprei moveis de escritório instalei telefone internet e vamos por mãos à obra.

Comecei a prospectar clientes e então começaram a surgir os problemas, a cada necessidade de resposta informando preços das madeiras para informar aos clientes, não havia agilidade da parte da madeireira.

Na verdade a demanda de compradores neste segmento chega a ser maior que a oferta da madeira, por isso não havia agilidade.

Não bastasse estes problemas que surgiram, não fizeram o pagamento dos documentos do carro que estava atrasado e era alto o valor à ser pago.

Somado a isso começou a atrasar o pagamento das parcelas do arrendamento.

Pedi que me devolvesse o caminhão, mas também não devolveu, foi me enrolando empurrando os pagamentos com atraso até que fui informado por um funcionário da madeireira, que meu caminhão havia sido preso pelo Ibama.

O Arrendatário havia carregado uma carga de  madeira e foi retido em uma fiscalização do Ibama, por falta de um documento de origem da madeira que estava transportando.

Seu motorista, ao ser questionado disse aos policiais que o caminhão havia sido comprado pela madeireira e que ainda não tinha sido feita a transferência por isso estava em nome da minha empresa e não em nome da madeireira que eram o seus patrões.

Resumo da História…  caminhão foi retido em fevereiro de 2020 e até agora e outubro de 2021 ainda estou tentando provar que o caminhão não tinha sido vendido e sim somente arrendado, portanto, eu não tinha responsabilidade pelo ato que eles cometeram.

Já foram tomadas providencias jurídicas e ainda não se resolveu esta situação.

Estou como no começo da primeira parte da minha História aguardando novamente.

Confiei que estava tudo bem e mais uma vez fui prejudicado.

Na justiça tudo ficou paralisado pela pandemia e depois retornou em marcha lenta, varias provas já foram apresentadas e espero que consiga em breve a liberação do Abençoado que é o apelido deste caminhão.

Na testeira do Abençoado esta escrito “DEUS NÂO É HOMEM PARA QUE MINTA”.

Acredito nesta promessa de Deus…  “Se buscarmos andar no caminho certo Ele nunca nos abandonara”.

Eu não tive responsabilidade pelo que levou a apreensão então, peço que o Senhor me permita recuperar o Abençoado.

Enquanto isso estou escrevendo…